sábado, 28 de dezembro de 2013

O Ano Novo

 
 
O Ano Novo
 
 
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.
 
É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.
 
Claro que a vida prega peças.
 
O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais, perdemos pessoas que amamos...
 
Mas, pensa só:
 
Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?
 
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
 
Eu quero viver bem... E você?
 
2013 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas, perdas, desencontros...
 
Normal... Às vezes, se espera demais.
 
A grana não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.
 
Normal... 2014 não vai ser diferente.
 
Muda o século, o milênio, mas o homem é cheio de imperfeições.      
 
A natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí?
 
Fazer o quê?
 
Acabar com o seu dia?
 
Com seu bom humor?
 
Com a sua esperança?
 
O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA.
 
Que todos nós saibamos transformar tudo em uma "Boa Experiência".
 
O nosso desejo não se realizou?   Beleza...
 
Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento.
 
(Me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro:
 
   "Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade"). 
 
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...
 
Mas, se a gente entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade,
as coisas ficam diferentes.
 
Desejo para todo mundo, esse olhar especial!
 
2014 pode ser um Ano Especial, se nosso olhar for diferente.
 
Pode ser muito legal, se entendermos nossa fragilidade e egoísmos e dermos a volta nisso.
 
Somos fracos, mas podemos melhorar;
 
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
 
2014 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
 
Isso dependerá de mim... De você... De todos nós!
 
Pode ser...
 
E que seja!
 
COM TODO O MEU CARINHO
 
UM FELIZ 2014!
 
 
 
 


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Prece de Natal

 
 
Prece de Natal
(Ane Franco)
 
Senhor!
Que na noite de Natal
Eu possa me lembrar
Diante da partilha do pão,
De pedir ao Divino Mestre
Numa singela oração
Paz aos povos em guerras,
Perdão para as mágoas
Do coração.
 
Que eu me lembre senhor!
Dos amores perdidos,
Dos doentes angustiados,
Dos jovens esquecidos
No abandono da
Marginalização.
E que na minha prece
Eles possam encontrar
A bonança,
Que apazigua a tristeza
 
Para que na luz dos olhos
De cada menino e menina,
Haja um brilho de amor e
Esperança
Que surjam novos sonhos, fantasias,
 
Há como eu desejo!
Que minha prece suba aos
Céus
E que os anjos digam amém.
Para que haja mais reflexão
Antes de se julgar alguém.
 
Só assim nosso Natal
Terá um maior significado
De Jesus que veio ao mundo
Para pagar nossos pecados.
 
Que os sinos do Natal toquem os corações
Endurecidos,
Amargurados,
Descontentes,
Para que tenham uma Noite de Natal Plena de Amor.
 
 
 
 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A felicidade custa muito pouco, pergunte aos realmente falizes.

 
"A felicidade custa muito pouco, pergunte aos realmente felizes".

 

 

Ser feliz ou ter razão?

 

Oito da noite, numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.

O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.

Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire na próxima rua, à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa

que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade admita que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.

Mas ele ainda quer saber:

- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter

insistido um pouco mais... E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.

 

Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

 

Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra, sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou esta cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão. Independentemente, de tê-la ou não.

 

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência:

Quero ser feliz ou ter razão?

 

Eu já decidi...

Eu quero ser feliz.

 


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A importância da família na Dependência Química

A importância da família na Dependência Química
A família é fundamental para o sucesso do tratamento da dependência química. Pensar que tudo se resolverá a partir de uma internação, ou após algumas consultas médicas, é uma armadilha que não poupa a mais sincera tentativa de tratamento.
A dependência é um problema que se estruturou aos poucos na vida da pessoa. Muitas vezes, levou anos para aparecer. Muitas coisas foram afetadas: o desempenho escolar, a eficiência no trabalho, a qualidade dos relacionamentos, o apoio da família, a confiança do patrão, o respeito dos empregados. Como esperar, então, que algo que há tempo se faz presente na vida de alguém, e que lhe trouxe tantos comprometimentos, desapareça de repente? Quem decide começar um tratamento se depara com os sintomas de desconforto da falta da droga e, além disso, com um futuro prejudicado pela falta de suporte que o indivíduo perdeu ou deixou de adquirir ao longo da sua história de dependência.
Todos podem ajudar: o patrão, os amigos, os vizinhos, mas o suporte maior deve vir da família. As chances de sucesso do tratamento pioram muito quando a família não está por perto.
Por que a família é tão importante?
O dependente muitas vezes não tem a noção completa da gravidade do seu estado. Por mais que deseje o tratamento, entende que as coisas serão mais fáceis do que imagina. Por conta disso, se expõe a situações de risco que podem levá-lo de volta ao consumo.
O dependente sente a necessidade de ‘se testar’, expondo-se a situações de risco para ver se seu esforço está valendo a pena. A família deve ajudá-lo estabelecendo, com o dependente, regras que ajudem a afastá-lo da recaída. Todo o tratamento começa com um mapeamento dos fatores e locais de risco de recaída. A família deve ajudar o dependente a evitar esses locais. Isso não deve ser feito de modo policial. Não se trata de fiscalizar. Trata-se, sim, de chamá-lo à reflexão e à responsabilidade sempre que esse, sem perceber ou se testar, se expuser ao risco da recaída.
Há dificuldade em se relacionar com as pessoas, aguentar as frustrações, saber esperar a hora certa para tomar a melhor atitude. A autocrítica do dependente, por vezes, é dura consigo mesmo. Deixa um clima depressivo e de fracasso no ar. Isso pode fazer com que os planos para o tratamento sejam deixados de lado.
A família, no tratamento, mostra que o diálogo ainda existe. A rotina da dependência química traz ressentimentos para todos. Muita roupa suja vai ser lavada. No entanto, é preciso entender que se trata de uma doença. Em um primeiro momento há motivação do dependente para a mudança, sendo que o apoio da família para mantê-lo motivado é importantíssimo. Isso demonstra que a família ainda é capaz de se unir, conversar e resolver seus problemas. Quando o momento de ir para o tanque chegar, todos estarão fortalecidos e o assunto será tratado com mais ponderação e menos emoção.
A família já tinha problemas muito antes da droga aparecer. Famílias com problemas podem se constituir num fator de risco para o aparecimento do consumo abusivo de drogas entre seus membros. Não que a desestrutura seja a única causa ou a causa mais importante, mas pode contribuir. Desse modo, o tratamento da dependência passa pela avaliação da família e pela necessidade de seus membros também procurarem orientação e tratamento. Estudos mostram que vítimas de maus tratos, a presença de consumo problemático de drogas entre os mais velhos, violência, ausência de rotina familiar e a dificuldade dos pais em colocar limites nos filhos aumenta o risco do surgimento de dependência entre os seus membros. Desse modo, a cura passa a ser responsabilidade não só do dependente, mas de todos que o cercam.
O dependente sente dificuldades em organizar novas rotinas para sua vida sem as drogas. Precisa de apoio para superar as dificuldades e estabelecer um novo modo de vida sem drogas. Vários fatores interferem nessa tarefa. A pessoa pode estar fora do mercado de trabalho há muitos anos, desatualizada e sem contatos que lhe proporcionem voltar em curto prazo. Pode ter saído da escola muito jovem e agora está pouco qualificado para um bom emprego.

O que pode atrapalhar a participação da família:
Alguns problemas aparecem no momento em que a família resolve participar do tratamento:
a). O dependente sabe mais sobre drogas do que a família. A família é pouco informada sobre a questão das drogas, em especial as drogas proibidas (ilícitas). A pouca informação que a família possui vem dos meios de comunicação e de outras pessoas. Geralmente são distorcidas e sensacionalistas. O assunto é tratado de modo assustador. As drogas são apresentadas como algo demoníaco. Isso deixa os pais e filhos longe de um entendimento. Cria-se um clima de guerra, tudo é muito terrível e ameaçador. A família deve, primeiro, se informar. Além disso, não deve ter medo de dizer ao dependente que não entende do assunto. Afirmar algo sem saber o que se está dizendo, aumenta ainda mais a distância e a chances de diálogo.
b). A família fica sem saber qual a sua função. As drogas provocam mudanças importantes na vida familiar. Pais estão acostumados a serem os mentores dos filhos. De repente, os filhos entram num campo desconhecido. Passam a conhecer coisas que os pais não têm a mínima noção. Quando o dependente é um dos pais, os filhos veem-se em uma situação igualmente confusa: como interferir na vida daquele que os criou e ensinou como as coisas deveriam ser? Sem saber o que fazer com sua autoridade (abalada), muitos optam pelo autoritarismo. Isso só deixa o relacionamento ainda mais deteriorado.
c). A família culpa o dependente ou se culpa. Apontar culpa é exercer um julgamento. O veredicto de um julgamento é uma conclusão. Não precisa ser interpretado, entendido. Deve ser cumprido, e pronto. Não há mais o que fazer.
Esse é um grande erro que a família comete. Se os pais ou os filhos se culpam ou culpam alguém pelo que fizeram ou deixaram de fazer no passado acabou-se a possibilidade de seguir adiante. Ninguém tem culpa da situação, mas todos podem assumir responsabilidades para solucionar o problema! A presença desse espírito por parte de todos durante do tratamento melhora as chances de recuperação do dependente. Além disso, é uma grande oportunidade para sanar as dores e os ressentimentos que se acumularam debaixo do tapete e que agora, apesar de volumosas, ninguém quer ver.
d).Falta uma figura neutra. Por tudo o que já foi dito anteriormente, a análise do problema pela família e pelo dependente encontra-se distorcida. Muitas vezes pais e filhos (não importando quem seja o dependente) confundem a inabilidade de ambos em lidar com o problema, com as dores e ressentimentos que rolaram no passado.
Qualquer família erra, deixa de fazer ou mesmo traumatiza seus membros. Por outro lado, também lhe dá habilidades e compensações para minimizar ou superar essas perdas. Esse não é um caminho frutífero. Se a conversa não é mais possível, ou se só é possível dessa maneira, é sinal que chegou a hora de buscar uma figura neutra. Ela pode ser o profissional capacitado que se incumbirá de dar o tom do tratamento e ouvirão os dois lados.
Antes de chegar ao tratamento, outras figuras neutras importantes podem ser evocadas para facilitar o processo: um tio respeitado, um amigo, o líder da comunidade, o padre, o pastor, enfim pessoas que gozem da confiança de todos os membros da família.

“Errar, errar de novo, errar melhor.”
A família – no tratamento – significa buscar um novo elo entre os seus membros. Um novo casamento, uma nova criação dos filhos, uma nova imagem do pai e da mãe. O caminho novo a seguir é incerto e por isso sujeito aos erros. Muitos erros surgirão. Impossível não errar dentro de uma situação tão complexa como essa. Aliás, só não cometem erros aqueles que nada tentam. A todo instante tais erros precisam ser conversados, discutidos a fundo entre os membros da família e a equipe profissional que os assiste. Tratar o dependente não se resume somente à busca pela abstinência. É também a construção de um novo estilo de vida para o dependente e para a família.

 Colhido na Internet   Amor Exigente.

Só Por Hoje Nar-Anon

domingo, 1 de dezembro de 2013