domingo, 16 de fevereiro de 2014

Depressão: Os riscos da ansiedade


Depressão: Os riscos da ansiedade

      A depressão é um transtorno que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização mundial de Saúde, o risco de um indivíduo ser diagnosticado com um quadro depressivo dobrou nos últimos 40 anos. Cerca de 18,6% das mulheres apresentam a doença e nos homens equivale a 11%.

      Aproximadamente 30% das mulheres terão depressão ao longo da vida. A tensão menstrual, os hormônios e o pós-parto são os principais fatores que desencadeiam o processo.

      Uma das preocupações dos psiquiatras está relacionada aos 15% dos pacientes que cometem suicídio e os que não seguem o tratamento. A tristeza, diminuição do prazer de viver, mudanças de peso, fadiga, sentimentos de culpa, baixa auto-estima, ansiedade, perda de concentração, insegurança e cansaço são os sintomas mais frequentes.

      De acordo com a psiquiatra Alexandrina Meleiro, a depressão tira das pessoas a energia interior. "Geralmente, a tristeza não tem fundamento por isso cabe ao médico analisar as alterações no comportamento do paciente. Dar apenas o remédio não soluciona o problema", afirma a médica.

      O tratamento dura no mínimo seis meses e é feito à base de medicamentos antidepressivos que atuam na regulação dos neurotransmissores cerebrais (noradrenalina e serotonina), às vezes associado à psicoterapia.

      O importante é buscar atendimento médico.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mudanças





Mudança
 Clarice Lispector

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. 

Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. 

Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. 

Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... 

Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. 

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. 

Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
Clarice Lispector



Ligaçõs perigosas: associações e maus hábitos prejudicam a saúde.


Ligações perigosas.
Associações a maus hábitos prejudicam a saúde.

      Muitas doenças são construídas ao longo da vida com a "colaboração" de maus hábitos, como beber, fumar, ser sedentário e se automedicar. Os prejuízos à saúde são ainda maiores se esses maus hábitos são associados. O dr. Abrão José Cury Jr, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração, alerta para o perigo de associar medicamentos, mesmo "naturais", com outros produtos e destaca a importância de só tomar remédio com prescrição médica.

1- Pílula anticoncepcional e cigarro: 
Mulheres fumantes que usam anticoncepcional têm mais chances de sofrer de doenças Cardiovasculares, em especial Insuficiência Cardíaca e Infarto, e de sofrer de trombose nas pernas.

2 -   Bombinha para asma e cigarro: 
Asmáticos que usam broncodilatador inalatório, a famosa bombinha, e fumam provocam sobrecarga no coração, aumentando as chances de morte súbita.

3 - Remédio para emagrecer e dieta milagrosa: Medicamentos com hormônio tireoideano, estimulantes, inibidores de apetite, diuréticos, laxantes, tranquilizantes e antidrpressivos, usados em conjunto para emagrecer, são prejudiciais à saúde. Quando unidos a dietas milagrosas são catastróficos. Podem provocar fraqueza, desmaios, palpitações, infarto, redução de resistência, síncopes e mal-estar súbito.

4 - Ginkobiloba e medicamentos antiagregantes plaquetários: 
O consumo desses dois tipos de madicamento, ao mesmo tempo, pode provocar hemorragia.

5 -  Aspirina e anticoagulantes: 
Esses remédios juntos podem provocar hemorragia grave.

6 - Tranquilizante e álcool: 
O álcool exacerba o efeito do medicamento.

7 - Antibiótico e álcool: 
O consumo de álcool  pode interferir no efeito do antibiótico.

8 - Infecção e álcool: 
O consumo de bebidas alcoólicas junto com alguns medicamentos para tratar infecções pode provocar uma reação grave, que inclui mal estar intenso, rubor facial, náuseas e vômitos.

O dr. Abraão José Cury Jr alerta para o perigo de associar maus hábitos:

Má alimentação, fumo e vida sedentária:
Essa tríade é perigosa porque leva à obesidade, ou sobrepeso, aumenta o risco de Infarto, Hipertesão e Diabetes, mesmo que o indivíduo não tenha antecedente familiar.

Televisão e fast-food:
Crianças e adolescentes que ficam muito tempo na frente da televisão ou do computador consumindo salgadinhos e refrigerantes têm grandes chances de serem obesos e de terem diabetes e colesterol elevado.

Álcool e fumo:
Apesar de prazerosa, essa associação é perigosa, aumenta o risco de arritmia cardíaca em pessoas com predisposição para a doença e aumenta as chances de ter problemas digestivos agudos.

Calor e bebida alcoólica:
Apesar de que alguns acreditam, o álcool não refresca e pode provocar desidratação. Em dias de temperatura alta, o consumo de bebida alcoólica deve ser intercalado com água e suco. Na cerveja, pode-se colocar gelo.

Frio e álcool:
Em baixas temperaturas, as pessoas tomam bebidas destiladas para se "aquecerem". Essa sensação vem da vasodilatação provocada pelo álcool. Porém, se uma pessoa bêbada e mal agasalhada dormir em local frio, a sensação de aquecimento passa, ela não acorda por causa do efeito do álcool, pode ter hipotermia e até morrer. Causa de mortes em moradores de rua em dias muito frios.

Gravidez e cigarro:
Bebês de fumante têm mais disturbios respiratórios, imaturidade respiratótia, baixo peso e mais chances de sofrer da morte do berço.

Óleo bronzeador e sol:
Alguns óleos bronzeadores têm componentes irritantes em sua fórmula, que podem queimar gravemente a pele.

Limão e sol:
Sempre que manipular o limão tome cuidado em lavar a parte afetada antes de ir para o sol. As queimaduras são terríveis e manchas feias.

www.bela.com.br

  


Pepe Romero: Concierto de Aranjuez ( Joaquin Rodrigo), Recuerdos de la A...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nos embalos da nova geração.



Nos embalos da nova geração

      A nova geração de baixinhos trocou as brincadeiras de rua pela tecnologia; e as músicas de grupos como Balão Mágico e Trem da alegria por hits de artistas como Sandy, Claudia Leita, Ivete Sangalo e outras. Diante de tantas transformações, os pais encontram cada vez mais dificuldades para impor limites e segurar a ansiedade da criançada em querer crescer antes do tempo.

      Na opinião do psicólogo Luiz Gonzaga leite, do Hospital Santa Paula (SP), os próprios pais são responsáveis por boa parte dos problemas, pois incentivam seus bebês a sentar, andar e falar antes do tempo, na tentativa de compensar suas próprias frustrações.

      Outra atitude a ser repensada é o fato de alguns pais - principalmente aqueles que passaram por dificuldades financeiras na infância - tentarem poupar seus filhos de privações, o que certamente resultará em crianças (e futuramente, adultos) sem limites e incapazes de suportar frustrações. O psicólogo aconselha os pais a resgatar as etapas de crescimento dos filhos, oferecendo a elas atividades culturais alternativas, esportivas e espaço para que possam brincar, sonhar e fantasiar.

      Não só os aspectos emocionais são comprometidos quando a criança passa pelas etapas de desenvolvimento.      O ortopedista Lafayette Lage afirma: "Se o salto alto já apresenta vários riscos às mulheres adultas, o que dizer das meninas que insistem em seguir esta ou aquela moda, utilizando calçados totalmente inapropriados?"

      O salto alto faz com que o peso do corpo fique muito concentrado na região dos dedos, o que pode provocar sérios problemas da coluna, bem como deformar os dedos do pé. "O sapato ideal é aquele confortável,  que permite a distribuição homogênea do peso, facilita a transpiração e garante o equilíbrio da caminhada", completa o ortopedista.

      E o que dizer das maquiagens infantis? A dermatologista Lílian Estefan adverte:

-"Quando a criança insiste em usar maquiagem - da mãe ou as formuladas especificamente para a pele infantil - não possuem a mínima noção do que tais produtos podem ocasionar em sua pele. É necessário, então, que um adulto mantenha controle sobre a situação, convençendo a criança a desistir da maquiagem ou a alertar para lavar o rosto com sabonete neutro após o uso. Essa atitude evita desde possíveis reações alérgicas até o envelheci-
mento precoce da pele, quando o uso é contínuo".

      Para finalizar, uma dica do oftalmologista Renato Neves, diretor da Clínica EYE CARE:

"Com o verão, é muito comum as crianças pedirem para os pais comprarem óculos escuros. Cabe aos responsáveis não ceder à tentação das ofertas de camelôs e optarem por comprar óculos em lojas especializadas, garantindo a proteção contra os raios ultravioleta do tipo A e B. Caso contrário, os riscos de desenvolver doenças oculares são altos".
Milene Spinelli