quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nos embalos da nova geração.



Nos embalos da nova geração

      A nova geração de baixinhos trocou as brincadeiras de rua pela tecnologia; e as músicas de grupos como Balão Mágico e Trem da alegria por hits de artistas como Sandy, Claudia Leita, Ivete Sangalo e outras. Diante de tantas transformações, os pais encontram cada vez mais dificuldades para impor limites e segurar a ansiedade da criançada em querer crescer antes do tempo.

      Na opinião do psicólogo Luiz Gonzaga leite, do Hospital Santa Paula (SP), os próprios pais são responsáveis por boa parte dos problemas, pois incentivam seus bebês a sentar, andar e falar antes do tempo, na tentativa de compensar suas próprias frustrações.

      Outra atitude a ser repensada é o fato de alguns pais - principalmente aqueles que passaram por dificuldades financeiras na infância - tentarem poupar seus filhos de privações, o que certamente resultará em crianças (e futuramente, adultos) sem limites e incapazes de suportar frustrações. O psicólogo aconselha os pais a resgatar as etapas de crescimento dos filhos, oferecendo a elas atividades culturais alternativas, esportivas e espaço para que possam brincar, sonhar e fantasiar.

      Não só os aspectos emocionais são comprometidos quando a criança passa pelas etapas de desenvolvimento.      O ortopedista Lafayette Lage afirma: "Se o salto alto já apresenta vários riscos às mulheres adultas, o que dizer das meninas que insistem em seguir esta ou aquela moda, utilizando calçados totalmente inapropriados?"

      O salto alto faz com que o peso do corpo fique muito concentrado na região dos dedos, o que pode provocar sérios problemas da coluna, bem como deformar os dedos do pé. "O sapato ideal é aquele confortável,  que permite a distribuição homogênea do peso, facilita a transpiração e garante o equilíbrio da caminhada", completa o ortopedista.

      E o que dizer das maquiagens infantis? A dermatologista Lílian Estefan adverte:

-"Quando a criança insiste em usar maquiagem - da mãe ou as formuladas especificamente para a pele infantil - não possuem a mínima noção do que tais produtos podem ocasionar em sua pele. É necessário, então, que um adulto mantenha controle sobre a situação, convençendo a criança a desistir da maquiagem ou a alertar para lavar o rosto com sabonete neutro após o uso. Essa atitude evita desde possíveis reações alérgicas até o envelheci-
mento precoce da pele, quando o uso é contínuo".

      Para finalizar, uma dica do oftalmologista Renato Neves, diretor da Clínica EYE CARE:

"Com o verão, é muito comum as crianças pedirem para os pais comprarem óculos escuros. Cabe aos responsáveis não ceder à tentação das ofertas de camelôs e optarem por comprar óculos em lojas especializadas, garantindo a proteção contra os raios ultravioleta do tipo A e B. Caso contrário, os riscos de desenvolver doenças oculares são altos".
Milene Spinelli


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