quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Paco De Lucía - Concierto de Aranjuez (Full)





Perdemos hoje este grande intérprete de música Flamenca. Deus o acompanhe no retorno a casa do Pai.

Espanha está de luto.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Terceira Idade - Mexa-se



Terceira Idade - Mexa-se
Laís Pilz

      A perda da mobilidade causada pelo envelhecimento, não deve ser impedimento para a prática de exercícios. Muito pelo contrário, as atividades físicas não só ajudam na manutenção da boa saúde, como melhoram o funcionamento do cérebro.

      Os exercícios desaceleram o processo natural de perda na densidade da massa cerebral, diminuem o risco de problemas cardiovasculares, como enfarte e derrame, e dão maior massa muscular, o que reduz o risco de lesões ou quedas e melhora o equilíbrio.

     Alguns dos exercícios recomendados para pessoas acima de 60 anos são: Caminhada, alongamento, musculação, tai-chi, hidroginástica e natação. Não se esqueça que dançar também é um ótimo exercício.

     Uma avaliação médica é imprescindível para que os exercícios não tenham efeitos contrários aos desejados. Exercitar a mente também é importante: De leituras a palavras cruzadas, até o joguinho de cartas, estimulam o cérebro, ajudam na memória e na socialização dos idosos.



      

Como lidar com doenças imprevistas na família


Como lidar com doenças imprevistas na família
Milene Spinelli

      Doenças graves e inesperadas costumam ser traumáticas para o paciente e seus familiares. A descoberta de um câncer ou a ocorrência de um derrame pode abalar a estrutura familiar. "A dificuldade em lidar com o problema é sempre grande, principalmente se a doença acometer o responsável pelo lar", diz a médica Regina Lúcia Ramos Pinto, pioneira na implantação do sistema de assistência médica domiciliar em São Paulo e diretora da Conte Comigo, empresa especializada no acompanhamento de pessoas com dependência funcional.

      Nesses momentos, é fundamental a presença de alguém que seja, ao mesmo tempo, distante e suficientemente próximo do problema, capaz de apontar caminhos e restabelecer o equilíbrio familiar. Esta pessoa pode ser um amigo íntimo da família ou um profissional. "O importante é evitar reações negativas ou entrar em desespero. Quando possível, o ideal é manter o paciente em casa e interná-lo somente se não houver alternativa. Recorrer a um terapeuta pode ajudar a família a encontrar uma solução para o problema, utilizando tanto recursos financeiros quanto psicológicos. O importante é a estabilidade emocional num momento tão delicado", afirma Graziela Zlotnik Chehaibar, psicóloga e mediadora familiar.
            Para amenizar o sofrimento do paciente é preciso estimular atividades em que ele sinta prazer. Nessas horas, se houver condições, o computador pode ser um aliado. "A internet é uma boa ferramenta, já que estimula a interação. O importante é ajudar o paciente a criar autonomia dentro de seus limites, e fazer tudo o que for possível para que ele se sinta útil. Cuidar do lado social e afetivo pode ajudar no tratamento médico", avalia Regina.   A religião também auxilia na busca pela estabilidade. "A fé não ajuda apenas na conformidade, mas principalmente, em como lidar com a situação", segue a médica.

      Ao lidar com a doença, a família deve buscar novos pontos de equilíbrio. "Não é fácil conciliar os assuntos do dia-a-dia com os cuidados com o doente, principalmente em caso de dependência funcional - ou seja, problemas de locomoção ou falta de autonomia. As famílias estão menores e os horários cada vez mais apertados", afirma Regina. "Se as responsabilidades não forem divididas, é comum que um membro da família se torne o cuidador. E muitas vezes encontramos este cuidador solitário e desgastado emocional e fisicamente, o que acaba por refletir de forma negativa na própria família. Esta pessoa também deve ter seus momentos de lazer e de relaxamento", alerta a médica.



Depressão: Os riscos da ansiedade


Depressão: Os riscos da ansiedade

      A depressão é um transtorno que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização mundial de Saúde, o risco de um indivíduo ser diagnosticado com um quadro depressivo dobrou nos últimos 40 anos. Cerca de 18,6% das mulheres apresentam a doença e nos homens equivale a 11%.

      Aproximadamente 30% das mulheres terão depressão ao longo da vida. A tensão menstrual, os hormônios e o pós-parto são os principais fatores que desencadeiam o processo.

      Uma das preocupações dos psiquiatras está relacionada aos 15% dos pacientes que cometem suicídio e os que não seguem o tratamento. A tristeza, diminuição do prazer de viver, mudanças de peso, fadiga, sentimentos de culpa, baixa auto-estima, ansiedade, perda de concentração, insegurança e cansaço são os sintomas mais frequentes.

      De acordo com a psiquiatra Alexandrina Meleiro, a depressão tira das pessoas a energia interior. "Geralmente, a tristeza não tem fundamento por isso cabe ao médico analisar as alterações no comportamento do paciente. Dar apenas o remédio não soluciona o problema", afirma a médica.

      O tratamento dura no mínimo seis meses e é feito à base de medicamentos antidepressivos que atuam na regulação dos neurotransmissores cerebrais (noradrenalina e serotonina), às vezes associado à psicoterapia.

      O importante é buscar atendimento médico.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mudanças





Mudança
 Clarice Lispector

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. 

Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. 

Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. 

Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... 

Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. 

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. 

Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
Clarice Lispector